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Controle: o mapa do Eu

Deixei tudo como qualquer executivo organizado faria. Ops, esqueci de colocar aquele novo livro do doutor guerreiro, "às vezes esqueço que ele é meu amigo"... não sei se leio por isso ou pela franqueza explícita das suas observações"...o Uber sinalizou que está a dois minutos...preciso correr. São quase duas horas de São Paulo até Brasília. Deixei de usar relógio e aprendi a fazer várias coisas no mesmo tempo.


Cheguei em Congonhas com um pouco de tempo, suficiente para àquele capucchino. Deixe ver o projeto regulatório da universidade. Enquanto saboreava boas lembranças com o capuccino, fiz o chek-list das etapas do projeto. Observando detalhadamente a metodologia, percebi que os KPIs cumpriam o papel de medir a competência produtiva no período determinado, entretanto, como medir a competência técnica integrada com a competência socioemocional e mais, até onde estarei disposto a controlar o impacto impacto, indo além do local?


Lembrei de uma reportagem que havia lido sobre um grupo empresarial brasileiro que foi convidado a expandir o negócio nos Estados Unidos, podendo aumentar os ganhos da empresa em alguns milhões de dólares e o gestor principal, avaliou que não era o momento, pois, perderia o controle do negócio. Interessante a incongruência, a razão de ser da empresa é crescer e se desenvolver, diz a administração clássica, porém o líder viu algo além do momento, isso é ser estratégico.


A voz sensual daquela mulher ecoando no aeroporto me fez parar, finalizar o delicioso capuccino e dirigir-me para o portão de embarque. Ao pagar em dinheiro o valor do capuccino, a caixa me respondeu que não teria troco, uma vez que raramente recebemos em espécie, geralmente é no Pix ou crédito. E pensar que àquela discussão no Programa Sociedade da Informação, no início dos anos 2000, tinha fundamento. Chegará o momento que deixaremos de usar o papel moeda e os bancos centrais deixarão de ser um prédio suntuoso e estarão na palma da mão. Os bancos digitais e as fintechs, materializaram o que antes era somente um debate. Paguei o dinheiro e paguei no crédito.


O controle que os KPIs possibilitaram foi somente da competência técnica e se desejo selecionar um profissional e não um algoritmo será preciso a gestão de pessoas pensar rapidamente a integração técnico-orgânico e aqui, não me refiro a nanotecnologia orgânica, mas, a emoções e sentimentos, como a voz híbrida entre a sonoridade agradável da voz feminina e a calma resiliente da voz masculina. A chamada para embarque, seguindo a ordem de prioridades da classe de vôo padrão, me fez levantar e seguir para a fila quando ouvi a chamada da classe que estava no ticket de embarque.


Até hoje não entendi porque as pessoas saem correndo ansiosas para entrar no avião que somente fechará as portas quando todos embarcarem, até quem estava logo depois de mim na caminhada em fila indiana já gerenciada pela companhia aérea, não conseguia ficar calma. Sorri e comentei que também não conseguia focar somente no momento. Ela ergueu a cabeça e sorriu respondendo, "quando saio do chão me sinto perdida". É como se o controle fosse passado 100% para o piloto.


Este nível de confiança plena depositada em única pessoa tem nomes: na política, chama-se autocracia, no trabalho é o chefe, na educação, o diretor, na religião, o pastor, padre, líder religioso. O fato é que estamos entre a "cruz e a espada", entre confiar plenamente e desconfiar ansiosamente. Durante a viagem, refiz os KPIs e consegui ler o novo trabalho do "doutor guerreiro", escrevendo sobre o controle que sentimos ser necessário, mas acreditem, não sabemos como realizar e queremos fazer além do nosso tempo. Encontrei uma pista no projeto e na leitura do Mapa do Eu.

 
 
 

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