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O circo da disputa política, a guerra das telas e a urgência da ecossofia formativa na tecnoeconomia.
Acompanhar o ciclo eleitoral contemporâneo tornou-se um teste severo de resiliência psicológica e saúde mental. Em vez de assistirmos à apresentação de projetos maduros de sociedade — capazes de responder às profundas assimetrias socioeconômicas, territoriais e cognitivas do nosso tempo —, o que se vê no palco público é uma dança exaustiva de acusadores e acusados. A política foi convertida no espetáculo da busca por culpados, operando no limiar do desespero por atenção e eng

Evandro Prestes Guerreiro
22 de out.5 min de leitura


ATO II — A ARQUITETURA DO INVISÍVEL E A ILUSÃO DAS PAREDES
Se o principal ativo da empresa pode ser invisível, por que ainda sentimos tanta necessidade de construir paredes para provar que ela existe? [cite: 1] A resposta a essa provocação não está na tecnologia, mas na nossa psicologia institucional. Durante séculos, a existência de uma organização foi validada pela sua presença física: a imponente fachada de pedras do banco na praça central, as chaminés da fábrica cortando o horizonte, os andares espelhados de um centro financeiro.

Evandro Prestes Guerreiro
28 de set.3 min de leitura


ATO I — QUANDO O TRABALHO DEIXA DE CABER NA MATÉRIA
Há uma pergunta que me acompanha quando penso na economia contemporânea: o que exatamente é um trabalho produtivo? A pergunta não é nova. No século XVIII, Adam Smith já procurava compreender a relação entre trabalho, produção e riqueza. Em A Riqueza das Nações, ao discutir a distinção entre trabalho produtivo e improdutivo, Smith estava preocupado com a maneira pela qual determinadas atividades contribuíam para a produção e para a acumulação de capital. O mundo que ele observ

Evandro Prestes Guerreiro
16 de set.4 min de leitura
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